A lone figure stands on a tranquil beach during a vivid sunset, reflecting on the wet sand.

UNIVERSO, HOMEM E DEUS

O homem é ser social e necessita estar em constante conhecimento das coisas e à medida que sente as realidades do mundo, a inteligência busca naturalmente a compreensão delas e a vontade passa a aceitar ou rejeitar as coisas conhecidas, conforme elas pareçam ou não úteis aos fins que ele tem em mente.

Esse anseio de conhecer e aceitar as coisas está implantada na própria natureza humana o qual distingue-nos dos outros diferentes seres do universo.

O universo é o objeto da inteligência humana, pois a inteligência procura as razões das coisas enquanto a vontade dirige os atos humanos para esta ou aquela direção e a inteligência dá à vontade os elementos para que o homem possa dinamizar sua vivência orientando-o para os valores supremos e para o fim último.

O homem, observando a multiplicidade inumerável dos seres, a unidade global e harmônica de tudo, assim como, a ordem impecável e precisa de todos os elementos da natureza, é levado a admitir uma entidade superior (Deus) que criou tudo isso.

O homem não é obrigado ou coagido a adotar tal ou tal maneira de cultuar a Deus, pois o homem é um ser livre e dotado de vontade podendo decidir, consciente e espontaneamente, quanto ao modo do seu reconhecimento a Deus, quanto ao culto de que deva fazer uso e quanto à forma de religião.

É um direito fundamental, que deve ser respeitado por todos, o direito de escolha da religião.

A verdadeira religião humana fundamenta-se na própria razão e nos deveres do homem relativos à sua alma relativos aos bens externos como a integralização global, a honra, a liberdade, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (art. 5º CRFB/88).

A temperança é o equilíbrio no exercício das nossas funções orgânicas e psíquicas e nossas obrigações para com os outros podem ser de ordem moral, ética ou jurídica.

Assim, conclui-se que os deveres com Deus se resumem em amor, esperança, culto, vivência moral conforme preceitos de Deus; os deveres consigo mesmo resume-se a preservação e o desenvolvimento das faculdades, inteligência e vontade e os deveres para com o próximo baseia-se no amor, respeito e verdade.

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